terça-feira, 12 de novembro de 2013

Odin - Pt 01

Não poderia começar descrevendo uma outra entidade mitológica que não fosse o grande pai-de-todos nórdico, Líder dos Asgardianos e deus-mor dos panteão nórdico, ODIN, ou Wotan em algumas línguas germânicas (e, para mim, o mais fascinante dos deuses antigos).

Meus estudos sobre ele, suas histórias e artefatos vão servir para alguns posts, pois a outra opção seria um mega-post que vocês precisariam de um marca páginas para ler...

Por isso vou me concentrar agora em dizer quem era esse deus, de onde veio, o que representava e alguns de seus símbolos.

Odin, como deus, é representado normalmente por um velho guerreiro, de cabelos e barba longos e brancos. Algumas vezes trajando uma armadura de batalha, paramentado com espada no cinto e escudo ao seu lado, outras vezes com uma túnica (ou um pedaço dela pelo menos...).
Mas algumas características estão sempre presentes, como o fato do deus não possuir um dos olhos, que abriu mão para conseguir conhecimento, sempre portar sua lança mágica e ter a companhia de seus corvos e lobos.


Porém, quando vinha visitar Midgard, ou o mundo terreno, Odin não se mostrava nessa forma magistral, pois gostava de observar como os humanos se portavam, e, muitas vezes, até gostava de testá-los, como sendo sábios ou proficientes na arte do combate.
Para isso, era acreditado que Odin vagava o mundo dos homens, na forma de um velho andarilho, trajando roupas cinzas ou azuis, com um chapéu de aba quebrada, que escondia o globo ocular faltante, com seu cajado, forma que dava para sua lança, e sempre tendo seus corvos como batedores.




Tudo bem, esse último foi sacanagem... Mas dá para saber muito bem agora de onde veio a inspiração para o personagem.

Continuando na linha de pensamento de como os homens viam esse deus, Odin era representado por dois símbolos principais, os 3 cornos ou os 3 triângulos, também chamado de Valknut ou "Nó do Guerreiro", que eram usados em alguns casos como símbolos do infinito.


Seu nome deriva da palavra "öõr", das linguagens e dialetos correntes naquela região, que significa "Fúria, Excitação, Mente ou Poesia", e por isso era um deus associado com a guerra, batalha, vitória e morte (apesar de não ser o deus nórdico dos mortos, que na realidade é uma deusa, Hel). Alternativamente, Odin também foi relacionado com a sabedoria, xamanismo, magia, poesia, profecia e caça.

Nascido dos gigantes Borr e Bestla, Odin teve uma infinidade de filhos, alguns legítimos de sua união com a deusa Freya e outros nem tanto. Sendo, de longe, o mais famoso de sua linhagem, o deus do trovão, Thor.

Bem, felizmente ou infelizmente, ainda não cheguei na metade das coisas que poderia contar sobre esse deus, e também sobre todos os outros representantes dessa mitologia, onde até mesmo animais e artefatos (como a própria lança de Odin, Gungnir) tem lendas fantásticas a serem lembradas.

Espero que me acompanhem, nessa longa jornada, que está apenas começando!

Saudações mitológicas, meus caros!


2 comentários:

  1. Nossa, adorei!
    O texto muito bem escrito e o capricho com os detalhes.... PARABÉNS!
    Achei muito interessante o assunto. Eu não conhecia, mas com certeza, a partir de agora vou acompanhar pra aprender/conhecer um pouco sobre esse universo!
    Beijos,
    Bianca

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  2. parabens.. adorei saber um ouco mais sobre essa mitologia maravilhosa.

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